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Safra 2019
6 de dezembro de 2019

Safra 2019

Conteúdo Técnico

Nas principais regiões vinícolas do mundo houve um decréscimo na produção de uvas e vinhos. A França e a Itália tiveram 15% de diminuição na produção, enquanto a Espanha registrou uma queda de 24%!! Segundo a OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho), algumas mudanças climáticas, principalmente as baixas temperaturas e alta precipitação na primavera com verão extremamente quente e seco, ajudaram a baixar os números. Portugal foi o único país da União Europeia que cresceu na produção anual (10%).

Já nas Américas, os EUA tiveram uma queda muito pequena, apenas 1% em relação a 2018. No Hemisfério Sul, a Argentina registrou uma queda de 10%, o Chile, 7%, o Brasil, 5%, a Austrália, 3% e a Nova Zelândia, 1%. Seguindo um ritmo contrário da maior parte dos principais países produtores, a África do Sul teve um aumento de 3% que causou alegria entre os viticultores, já que o país vinha enfrentando secas sucessivas. Os dados foram apresentados pela OIV baseados em dados de 28 países que representam 85% da produção global. O ano de 2018 teve um volume acima dos dados médios (294 milhões de hectolitros) e 2019 voltou aos níveis médios costumeiros, projetado em 263 mhL.

Os produtores do Rhône, na França, comemoraram as produções de 2019 frente à queda francesa. De maneira geral, as uvas estavam sãs e com boa qualidade, tanto no norte como no sul. Côtes du Rhône e Côtes du Rhône Villages tiveram um aumento de 5% comparado ao ano passado. Em contrapartida, Crozes-Hermitage (no norte do Rhône) apresentou números menores quando comparados aos do ano passado devido à ocorrência de uma tempestade de granizo em junho.

A Borgonha (França) contribuiu para a queda da produção na França. Houve uma floração irregular devido ao frio repentino em pleno mês de junho associada às altas temperaturas no verão, que contribuíram para a redução do volume da safra. Ao sul da Borgonha, em Mâconnais, uma geada no início de abril atingiu fortemente a região que corroborou com a queda da produção. Seguindo o crescimento mundial do ano passado, a Borgonha também exibiu números altos de produção, porém estoque é um problema por lá devido aos baixos números dos anos anteriores, que pode impactar nos preços.

A Espanha teve seus momentos dramáticos que deixaram os produtores tensos sobre o resultado final. O granizo no outono e primavera, e a chuva extrema prejudicaram substancialmente a floração, além das altas temperaturas na maturação, conforme relatado também na França, porém com impacto maior na produtividade. Por outro lado, algumas regiões se beneficiaram, as chuvas tardias foram interessantes para as uvas Verdejo em Rueda e o amadurecimento precoce devido ao calor melhoraram a produção de Cava, no nordeste do país.

Portugal comemorou muito o crescimento da produção, contrariando o padrão mundial observado. A maioria das regiões portuguesas cresceram, exceto Tejo e Lisboa. Dão, Beira, Porto e Douro registraram aumento na casa dos incríveis 30%. O clima favorável, sem registros de doenças ou pragas, foi de suma importância para o país se destacar.

Mesmo com a queda pontuada na maioria dos países de maior relevância, a safra foi considerada de qualidade e estão originando vinhos incríveis, que serão possivelmente concorridos devido à queda na produção.

 

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