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Cruzamento entre Uvas: Torrontés Riojano
27 de setembro de 2019

Cruzamento entre Uvas: Torrontés Riojano

Conteúdo Técnico

Alguns cruzamentos entre uvas ocorrem naturalmente ou são induzidos em laboratório. Para que ocorra naturalmente é necessário que haja uma fecundação cruzada, ou seja o pólen é transportado pelo vento ou por um pássaro/inseto para uma outra variedade. Isso aconteceu bastante no século XX, porque as vinhas de uvas diferentes ficavam muito próximas umas das outras e isso fez com que aumentasse consideravelmente a listagem de castas. Um viticultor que não quer que isso aconteça deve deixar videiras distintas bem espaçadas umas das outras. A Torrontés Riojano foi originada de um cruzamento que ocorreu naturalmente entre Criolla Chica (também conhecida como Listán Prieto) e Moscato de Alexandria. A Criolla Chica, uva tinta espanhola que, possivelmente, foi a primeira Vitis vinifera introduzida nas Américas, possui casca bem escura, a videira é vigorosa, produtiva e resistente à seca. O outro parental da Torrontés é a mediterrânea Moscato de Alexandria, uva branca que possui inúmeros sinônimos ao redor do mundo – sendo um deles Zibibbo, nome conhecido na Sicília, Itália. Casta que se adapta bem a climas quentes, à seca e em condições ideais, como falta de chuva e número de horas de sol suficientes, alcança altos níveis de açúcar, por isso é muito utilizada para produzir vinhos doces. Na Argentina, existem três Torrontés diferentes: Torrontés Sanjuanito, Torrontés Mendocino e Torrontés Riojano, geneticamente elas são distintas, e a do nosso tema de hoje – Riojano – é a mais importante da Argentina. Uma curiosidade é que a Sanjuanito e Riojano são irmãs dos mesmos pais. Já a Torrontés Mendocino é meio-irmã por ter um parental em comum – Moscato de Alexandria; o outro parental até hoje não foi identificado. A Torrontés Riojano possui alta produtividade, que é um ponto de atenção para não perder a qualidade, amadurece precocemente, possui casca grossa e é suscetível ao míldio e à podridão cinzenta. A revista inglesa Decanter acabou de divulgar a lista dos vinhos que se destacaram no painel de degustação de exemplares brancos sul-americanos avaliados por Patricio Tapia. Dos 32 vinhos divulgados no site, a Torrontés apareceu em 10, com e sem amadurecimento em barrica de carvalho, que mostra a versatilidade da uva. A primeira enóloga argentina, Susana Balbo, gosta de brincar com as singularidades dessa uva, ela produz Torrontés jovem, com fermentação em barrica e até um Torrontés Late Harvest. Por ser uma uva aromática, o trabalho dentro da vinícola deve ser cuidadoso para não perder esse caráter próprio da casta. E o que tem fora da Argentina?  Nos EUA, em Lodi (Califórnia), na Bolívia (região Valles Cruceños) e no Uruguai com a vinícola Pisano. Na Espanha, por exemplo, as DO’s Rías Baixas e Ribeiro têm a Torrontés como uva autorizada; não confunda com a Turruntés permitida na DOCa Rioja. Voltando à Argentina, onde ela se destaca, a área de Torrontés Riojano ocupa 20,90% entre as castas brancas, o segundo lugar é ocupado pela Chardonnay com 15,95%. As 4 regiões que mais se destacam em hectares plantados são: Mendoza, La Rioja, Salta e San Juan. Os vinhos costumam ser perfumados, com destaque para notas florais e frutadas e no paladar possui corpo de leve a médio e acidez de moderada a elevada.

 

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