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Mudanças Climáticas na Viticultura
19 de maio de 2022

Mudanças Climáticas na Viticultura

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As mudanças climáticas estão aí e nós mesmos, no dia a dia, já conseguimos sentir o impacto. Para a viticultura global, atualmente, essas mudanças representam o maior risco.

Por que a viticultura sofre com as mudanças climáticas?

As videiras e suas partes são extremamente suscetíveis ao que acontece ao redor, e há algumas dezenas de anos essas mudanças já têm sido sentidas. Não à toa, locais extremamente tradicionais tiveram que se adaptar para continuar produzindo, como Bordeaux que aprovou 6 novas uvas há pouquíssimo tempo. 

A tendência é que seja mais seco e mais quente em todos os lugares. Isso faz com que possamos pensar que regiões que não conseguiam produzir uvas até pouco tempo atrás, podem virar foco em um futuro próximo.

Quais os impactos das mudanças climáticas na viticultura?

Estima-se que aos poucos haverá menos chuva no inverno e mais no verão. Isso é um ponto de atenção, já que muita chuva no verão, durante o amadurecimento das uvas, causa danos à produção. Adicionalmente, castas que necessitam de muitas horas de sol podem ser prejudicadas, como por exemplo, a Cabernet Sauvignon.

Outros impactos:

  • Variação climática (durante as estações do ano);
  • Aumento de extremos climáticos (incêndios, por exemplo);
  • Produtividade e fenologia (uvas amadurecem mais cedo do que antes – afeta perfil de cor, aromas e sabores);
  • Uvas colhidas com mais açúcar, o que gera vinhos mais alcoólicos, que necessitam de maior trabalho nas vinícolas;
  • Variedades de uvas que antes amadureciam em épocas diferentes, tendem a ficar prontas para a colheita ao mesmo tempo;
  • Impacto dentro da vinícola: muita carga de uva ao mesmo tempo para dar vazão;
  • Manejo no vinhedo para controle de pragas e doenças;
  • Mudanças de castas tradicionais de algumas regiões;
  • Parte hídrica pode se tornar um problema (menos recursos hídricos para a agricultura de forma geral, que pode gerar competição);
  • Restrições comerciais – tarifas de carbono, as vinícolas terão que se adaptar

Como responder às mudanças climáticas na viticultura e seus impactos?

O primeiro ponto e talvez o mais importante é o produtor aceitar que o clima está mudando e correr para se adaptar, antes que seja tarde demais.

A Austrália, sem dúvidas, é um exemplo a ser seguido. Em 2019, a Wine Australia lançou o Wine Climate Atlas com a Universidade da Tasmânia, que fornece projeções detalhadas para parâmetros vitícolas relevantes a curto, médio e longo prazo (até 2100) para cada região vinícola na Austrália.

Além dos investimentos em pesquisas, como Smoke Taint (leia sobre esse fenômeno aqui), lotação de uva e insumo nas vinícolas, melhor previsão de eventos climáticos extremos, melhoramento de porta-enxertos e variedades que melhor se adaptam ao estresse hídrico e ao calor.

Tudo isso vai dando ao produtor a chamada resiliência climática para gerenciar sua propriedade da melhor forma possível e de preferência de maneira sustentável.

Dá para fazer mais e até ajudar a diminuir as mudanças climáticas!

É necessário reduzir a emissão de carbono! Para isso, é importante reconhecer os benefícios de ser neutro em carbono, entender as oportunidades de mudança e começar – mesmo que não seja de uma hora para outra, o essencial é começar.

A pressão para que isso aconteça está em toda a cadeia produtiva! No mundo dos vinhos, dados mostram que cerca de metade das emissões de uma garrafa de vinho são provenientes da embalagem e do transporte.

O programa de sustentabilidade do setor vitivinícola australiano Sustainable Winegrowing Australia permite que os produtores acompanhem seu progresso na adoção de práticas de produção sustentáveis. Ele incorpora a calculadora de carbono do vinho australiano para capturar dados de emissões e é um grande trunfo para o setor.

Metas de carbono zero até 2035 também estão rolando em terras australianas. Claro, que tudo isso vem com muito suporte para que seja, de fato, alcançado. Exemplos:

  • Orientação ao setor de como proceder para diminuir as emissões;
  • Acompanhamento;
  • Financiamento do governo federal e estadual;
  • Hubs de inovação, etc

Sem dúvidas, a Austrália está à frente e já serve como benchmark para outros países conseguirem se adaptar às mudanças e, mais que isso, ajudar a evitar um caos maior para o mundo. Se assim for, continuaremos tomando nossas belas taças de vinho!


Fonte: Wine Australia

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